Na abertura do evento, na noite de 3 de outubro, o vereador da Cultura, Pedro Pina, reiterou que a “Festa da Ilustração é um espaço de Liberdade e que confere essa mesma liberdade aos artistas, que, ano após ano, usam as paredes dos vários espaços e equipamentos municipais”.
A ilustradora Rachel Caiano, a convidada nacional deste ano, está na Galeria de Exposições da Casa da Cultura com “Viagens à Volta de uma Linha”, mostra patente até 30 de novembro, inspirada em dois dos mais recentes livros que ilustrou, “Roda Viva – A Menina e o Círculo”, que também é um espetáculo, e “A Casa das Coisas”.
A ilustradora revelou que a arte exposta nas paredes “segue uma linha e faz uma sequência de páginas, num caminho que não é linear com paisagens oníricas, em género de sonho”, enquanto a “floresta” de cartazes produzidos para o espetáculo “procura cativar uma maior interação” com os visitantes.
Já “Zona de Conforto”, da convidada estrangeira Yara Kono, revela-se, igualmente até 30 de novembro, no Espaço João Paulo Cotrim da Casa da Cultura. “Os livros são a minha zona de conforto e, raramente, exponho os originais. Trouxe os que achei mais interessantes, juntamente com alguns esboços.”
Depois da inauguração das mostras das duas convidadas desta edição, o dia 4 de outubro ficou marcado pela abertura das sete restantes exposições.
No espaço A Gráfica, a “Ilustração Portuguesa”, composta por uma seleção de trabalhos de ilustradores portugueses, de 2024 e de 2025, “marca a diferença ao fazer um retrato muito abrangente e qualificado daquilo que é o melhor que se faz na ilustração em Portugal”, referiu o vereador Pedro Pina.
O curador da Festa da Ilustração, José Teófilo Duarte, do atelier DDLX, parceiro da organização do evento, salienta a importância desta exposição, que apresenta um conjunto de trabalhos que “foi muito mais selecionado do que em edições anteriores para mostrar o que de melhor se faz nesta arte no país”.
A exposição fica patente no espaço A Gráfica até 15 de novembro, com visitas sem marcação às quintas, sextas e sábados, das 15h00 às 18h00. Até à mesma data está disponível também, na Livraria Culsete, “Contos Cantados”, com trabalhos de André da Loba, Prémio Nacional da Ilustração 2025.
“O Cruciverbalista”, de Paulo Novo e Paulo Freixinho, patente no Museu do Trabalho Michel Giacometti, até 5 de janeiro, celebra os cem anos da atividade de criação de palavras cruzadas em Portugal, enquanto “Bug”, de André Ruivo, está disponível na Casa Bocage até 29 de novembro.
“Zé: Sempre o Mesmo”, mostra de Jorge Silva para homenagear os 150 anos de Rafael Bordalo Pinheiro, apresenta-se na Galeria Municipal do 11 até 6 de dezembro, com ilustrações do “Zé Povinho” no traço e criatividade de vários artistas.
Já “Vidas entre o Mar e a Terra”, projeto artístico de Evanthia Tsntila com Luís Tibério, de homenagem às comunidades piscatórias, ao trabalho multifacetado e à liberdade artística, está patente até 23 de novembro no Museu de Setúbal/Convento de Jesus.
A 11.ª Festa da Ilustração conta ainda com “Cartazes Ilustrados”, com um conjunto de cartazes cedidos pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, mostra disponível até dia 30, repartida entre as bibliotecas de Setúbal e de Azeitão, para comemorar o Dia Mundial do Livro e o Dia Internacional do Livro Infantil.
O programa inclui atividades paralelas, entre as quais a oficina “Viagens à Volta de uma Linha”, na Casa da Cultura, nos dias 7 e 8 de outubro, com sessões às 10h30 e às 14h30, por Cláudia Nóvoa e Rachel Caiano a partir do projeto artístico “Roda Viva – A Menina e o Círculo”.
A 11 de outubro, às 15h00, na Casa das Imagens Lauro António, há uma sessão de curtas-metragens de André Ruivo, seguida de conversa.
No dia 18, às 16h00, no espaço A Gráfica, é apresentado o livro “Mário e o Comboio da Liberdade”, de Nuno Saraiva e Adélia Carvalho, seguida de conversa, e, às 18h00, na Galeria Municipal do 11, é lançado o catálogo da exposição “Zé: Sempre o Mesmo”, pelo curador Jorge Silva.














