André Martins integrou o lote de uma dezena de atuais e antigos presidentes e vice-presidentes de câmara homenageados pela Fundação do Desporto, tal como aconteceu com dois ministros e cinco secretários de Estado que tiveram responsabilidades na área do desporto desde 1995 e com várias outras pessoas, de entidades públicas e privadas, que contribuíram para aquela organização nestes 30 anos.
“Ao longo dos seus 30 anos de existência, a Fundação do Desporto tem desempenhado um papel fundamental na promoção, apoio e valorização da atividade desportiva em Portugal”, disse o presidente da Câmara Municipal de Setúbal, salientando que “a história da Fundação é também a história da modernização do desporto português, numa articulação que tem sabido unir tradição, inovação e responsabilidade social”.
André Martins recordou que a fundação nasceu “com a missão de contribuir para o desenvolvimento sustentado do desporto” e “soube afirmar-se como uma entidade de referência na ligação entre o Estado, as autarquias, as empresas e as instituições desportivas”, num caminho de três décadas que se traduz em “conquistas, parcerias e projetos que deixaram marcas visíveis em todo o território nacional”.
Disse que, com o seu trabalho, o desporto português “não só ganhou mais atletas, mais modalidades e mais infraestruturas, como também se tornou um espaço de inclusão e cidadania ativa” e desejou que a cerimónia fosse “não apenas uma homenagem ao caminho percorrido, mas também um estímulo renovado” para se continuar a “investir no desporto como fator de progresso, de inclusão e de orgulho coletivo”.
O autarca afirmou que “Setúbal é uma terra de desporto” e recordou que em 2016 foi Cidade Europeia do Desporto, “um título que reconheceu o trabalho desenvolvido na promoção da atividade física e no apoio às modalidades e aos clubes”, áreas em que “o investimento municipal tem sido constante”, porque o desporto é “um instrumento” de desenvolvimento humano, saúde, educação e coesão social.
“Quero também deixar uma palavra de apreço a todos os atletas setubalenses que, ao longo dos anos, têm elevado o nome da nossa terra em competições nacionais e internacionais. Muitos deles nasceram e cresceram no seio das nossas coletividades, que continuam a ser o grande motor do desenvolvimento desportivo em Setúbal e em todo o país. O movimento associativo português é um pilar insubstituível do nosso desporto, feito de dedicação, voluntariado e paixão”, sublinhou.
A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, salientou que a cerimónia, que reuniu uma centena de convidados, era “um momento de reconhecimento pelo caminho feito ao longo destas três décadas e de gratidão para com todos os que, com visão e empenho, ergueram e consolidaram uma instituição que é hoje parte integrante do ecossistema desportivo nacional”.
Considerou que a Fundação do Desporto “soube afirmar-se como espaço de referência no apoio ao desporto nacional”, depois de a sua criação, em 26 de setembro de 1995, ter sido “uma aposta clara na cooperação entre o setor público e setor privado, numa altura em que Portugal procurava modernizar o setor e projetar o desporto para uma dimensão mais estruturada, mais profissional e mais internacional”.
Após recordar que a Fundação do Desporto reuniu o Estado, organizações representativas do setor desportivo, autarquias e empresas, tendo por missão apoiar o desenvolvimento do desporto em Portugal, quer no alto rendimento, quer contribuindo para o aumento da prática desportiva junto da população, a governante afirmou que “esta visão se mantém atual” 30 anos depois da sua criação.
O presidente do Conselho de Curadores e Fundadores da Fundação do Desporto, António Silva Tiago, também presidente da Câmara Municipal da Maia, afirmou que a entidade celebrava “três décadas de serviço ao país, afirmando o desporto como um motor de coesão social, de saúde, educação e progresso”.
Recordou que, neste período, a Fundação do Desporto assumiu a missão de “apoiar e cofinanciar atletas, clubes e federações, promover a investigação, a inovação e as ciências do desporto, incentivar a inclusão e a integração social e garantir que o desporto se afirma como um direito e uma oportunidade para todos”.
António Silva Tiago disse que a Fundação “construiu redes de solidariedade que acrescentam valor à missão do Estado, com quem trabalha articuladamente”, tendo como resultado “centenas de projetos concretizados, outros tantos viabilizados, milhares de cidadãos envolvidos e beneficiados, parcerias sólidas com escolas, autarquias, coletividades, clubes, federações desportivas e universidades”, entre outras entidades.
Considerou que, “muito para além dos números, o que verdadeiramente importa é o impacto” que a sua ação tem nas pessoas e noutras organizações, referindo o apoio a projetos de jovens talentos desportivos, coletividades, federações ou praticantes deficientes.
“Nestes 30 anos, a Fundação do Desporto conseguiu, apesar das dificuldades, ter impacto social, cultural patrimonial e científico no seu objeto de atuação, o desporto. Por isso estamos e, sobretudo, está Portugal de parabéns”, referiu, salientando que também foi dada “boa conta das responsabilidades que lhe foram cometidas ao nível da coordenação e gestão dos Centros de Alto Rendimento”.





