Câmara entrega Dicionário de História de Setúbal às bibliotecas escolares

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O coordenador do Dicionário de História de Setúbal, Albérico Afonso Costa, agradeceu no dia 25 de setembro à Câmara Municipal e ao presidente André Martins o apoio à publicação da obra, na cerimónia em que foram entregues exemplares do livro às bibliotecas escolares.

“Queria agradecer à Câmara Municipal de Setúbal, e em particular ao dr. André Martins, por se terem associado à edição deste dicionário e por terem apoiado a sua publicação. E também felicitar a Câmara pelo empenho que tem demonstrado nos últimos anos em valorizar o estudo, a investigação do património histórico e cultural da cidade e valorizar a sua divulgação”, disse o historiador.

 

A Câmara Municipal de Setúbal iniciou a entrega de meia centena de exemplares às bibliotecas escolares do primeiro volume do Dicionário de História de Setúbal, que o presidente da autarquia, André Martins, considerou uma obra indispensável.

 

“É para nós uma enorme alegria podermos aqui estar a entregar às nossas escolas o primeiro volume desta importante e indispensável obra. Ter um dicionário da história da nossa cidade é um privilégio que, estou convencido, poucas cidades do nosso país terão”, disse o autarca na sessão realizada na Biblioteca Municipal, antes de Albérico Afonso Costa acrescentar que apenas Lisboa possui um documento idêntico.

 

O presidente da Câmara salientou que uma obra deste género permite a cada um “aprofundar melhor” o que sabe sobre Setúbal e “compreender melhor o presente” graças a um melhor conhecimento do passado.

 

Por isso, agradeceu a Albérico Afonso Costa, “pela coordenação de mais este precioso contributo para o conhecimento da história” de Setúbal “e daqueles que a fizeram”, bem como aos 76 autores “que contribuíram para as cerca de 500 entradas deste primeiro volume, que ainda só chega à letra E”.

 

André Martins salientou que, “sempre com o apoio da Câmara Municipal”, Albérico Afonso Costa já publicou vários livros “que enriqueceram, num período bastante curto, as fontes qualificadas sobre Setúbal, a sua história e os que a fizeram”, frisando que o dicionário é “um instrumento de consulta que nos permite ultrapassar dúvidas e lança luzes sobre o que não sabemos”, como diz o historiador no prefácio.

 

“Albérico Afonso acrescenta, no prefácio desta edição, que ‘vivemos uma estranha época de esquecimento planificado’. Acrescento que este livro é, precisamente, um antídoto contra esse esquecimento”, referiu, adiantando que é “um antídoto contra a mentira e as meias-verdades que se normalizam nos discursos políticos que contaminam as conversas da rua” e que “consomem com velocidade furiosa os pastos férteis das redes sociais e infetam até o discurso jornalístico”.

 

O autarca agradeceu aos autores por terem feito “uma ferramenta de verdade contra o moderno obscurantismo” e a O Setubalense e ao seu diretor, Francisco Alves Rito, presente na sala, pela edição do dicionário, no âmbito do 170.º aniversário do jornal.

 

Albérico Afonso Costa afirmou que o dicionário é “sobretudo o resultado de um trabalho coletivo” de 76 investigadores, com o objetivo de “contribuir para a preservação da memória da cidade”, porque esta é “um instrumento fundamental para a construção da cidadania e da identidade local”, e agradeceu a O Setubalense, “o jornal mais antigo de Portugal continental e um dos mais antigos do mundo”, pela edição da obra.

 

Outro objetivo, segundo afirmou, é dotar os professores e alunos dos vários graus de ensino, logo a partir do pré-escolar, de um recurso que também serve o público em geral. “Apesar de ter sido elaborado, de uma maneira geral, por universitários e professores que têm dedicado muito tempo à investigação, não é um livro para académicos. Pelo contrário, foi feito para pessoas que basta gostarem de história”.

 

A sessão contou com um momento musical pelo pianista Dinis Reis e com a presença da vice-presidente da Câmara, Carla Guerreiro, da vereadora Rita Carvalho, do presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião, Luís Matos, e de Maria Luís Nunes, do executivo da União das Freguesias de Setúbal.

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