“Que esta 27.ª edição seja um momento em que a Festa do Teatro continue a crescer, a inspirar e a afirmar-se como um espaço de liberdade, pensamento e transformação”, disse o presidente da Câmara, que salientou a sua satisfação por a sessão de abertura do festival se realizar “num local tão emblemático como o Museu de Setúbal / Convento de Jesus, um equipamento cultural totalmente recuperado”.
A edição deste ano, que apresenta espetáculos com companhias de Portugal, Espanha, Cuba, Itália e Brasil, além de uma apresentação partilhada da Birmânia, Tailândia e Reino Unido, junta uma nova parceria com a União Setubalense, cuja sede recebe um espetáculo da Secção Oficial e dois da Secção Off Mais Festa (Concurso).
Com centro nevrálgico na Escola Secundária Sebastião da Gama, além de espetáculos de teatro, a Festa do Teatro também inclui no programa música, uma exposição, exibições de curtas-metragens, um workshop, conversas sobre teatro e um passeio pela inclusão com o ator surdo Vasco Seromenho.
O autarca considerou que a Festa do Teatro “é um dos momentos mais relevantes da vida cultural de Setúbal, um momento de encontro entre artistas, público e a cidade” e “um tempo de afirmação de uma política cultural que entende as artes como fundamentais para a construção de uma sociedade mais participativa, inclusiva e consciente”.
André Martins considerou que a cultura e as artes são hoje “mais necessárias do que nunca, por serem espaço de resistência, de diálogo e de liberdade”, afirmando ser com esses valores que este ano se celebram os 40 anos do Teatro Estúdio Fontenova, responsável pela organização do Festival Internacional de Teatro de Setúbal, em parceria com a Câmara Municipal.
“O Teatro Estúdio Fontenova tem uma história de quatro décadas de criação artística, de persistência, de luta e de inovação. Nos últimos 40 anos tem ajudado, de forma eloquente, a escrever a história cultural de Setúbal, afirmando-se como uma das estruturas culturais mais relevantes da cidade. Agradecemos-lhes muito por isso”, salientou.
Até 30 de agosto, vai haver mais de três dezenas eventos, incluindo 25 espetáculos, distribuídos por vários equipamentos e locais da cidade – Fórum Luísa Todi, Convento de Jesus, Casa da Cultura, Auditório José Afonso, jardins de Palhais e do Bonfim, Escola Secundária Sebastião da Gama e, pela primeira vez, na sede da Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense – e com uma extensão no concelho Palmela.
“São dias em que a cidade se transforma, em que as suas ruas, praças, jardins, escolas e salas se tornam em palcos de criatividade e em que o teatro invade o espaço público e convida a sentir, pensar e participar”, disse.
André Martins classificou o Teatro Estúdio Fontenova como “um dos pilares” da estratégia cultural de Setúbal, que “investe nas artes e na cultura como um vetor de desenvolvimento, porque acredita no seu poder transformador, no poder que têm para unir, inspirar, formar e aumentar a coesão social”.
A sessão de abertura também contou com a presença da vice-presidente da Câmara, Carla Guerreiro, do vereador da Cultura, Pedro Pina, e dos presidentes da União das Freguesias de Setúbal e da Junta de Freguesia de São Sebastião, Fátima Silveirinha e Luís Matos.
O diretor artístico do Teatro Estúdio Fontenova e da Festa do Teatro, José Maria Dias, agradeceu os apoios logísticos e financeiros do município de Setúbal, da Direção-Geral das Artes e do Agrupamento de Escolas Sebastião da Gama, que “contribuem para que o festival aconteça sem interrupção desde 2004”, recordando que este ano o evento conta igualmente com o apoio logístico da União das Freguesias de Setúbal.
“Este ano é especial por dois motivos muito importantes e que merecem também uma abordagem especial. O Teatro Estúdio Fontenova completa 40 anos de atividade ininterrupta e o festival faz 30 anos de existência. Infelizmente, houve três anos que não o conseguimos realizar”, disse.
Convidou, por isso, o público a visitar a “exposição alusiva a estas efemérides” que está patente a partir de 22 de agosto, sexta-feira, na Escola Secundária Sebastião da Gama e vai ter “apontamentos nos espaços dos espetáculos”, como o Fórum Luísa Todi, a Casa da Cultura e a União Setubalense.
A sessão de abertura do XXVII Festival Internacional de Teatro de Setúbal – Festa do Teatro terminou com um apontamento musical da dupla luso-espanhola La Barca, com Mili Vizcaíno na voz e no ukelele baixo e Rui Filipe no teclado, nos coros e na programação.
À noite, o Fórum Municipal Luísa Todi acolheu o espetáculo de abertura, a peça da Secção Oficial “Somos La Guerra”, de Luz Arcas e La Phármaco.
O programa completo do Festival Internacional de Teatro de Setúbal – XXVI Festa do Teatro pode ser consultado aqui.






