O Fórum Municipal Luísa Todi encheu-se no dia 20 para a grande gala de fado “Setúbal canta José Raposo”, com que, através de 12 fadistas e cinco músicos, a cidade homenageou o poeta nascido em Santiago do Cacém e nela residente há meio século.
“Somos uns privilegiados por conhecermos o José Raposo e beneficiarmos de todo um trabalho que ele tem feito ao longo dos anos, engrandecendo a nossa cultura e fazendo de nós todos pessoas melhores”, disse o presidente da Câmara Municipal, André Martins, no final de um espetáculo com mais de duas horas.
O autarca salientou que José Raposo tem partilhado “muitas emoções”, tanto nas tertúlias de poesia como nas de fado, razão pela qual disse que os setubalenses lhe estão “muito agradecidos”.
André Martins laçou a José Raposo o desafio de “continuar a produzir como sabe e por muitos e bons anos”, agradecendo igualmente a todos quantos participaram no espetáculo.
Acompanhados por Albano Almeida e Vítor Pereira na viola de fado, Rui do Cabo e Jorge Pimentel na guitarra portuguesa e Vítor Pereira Júnior na viola baixo, 12 fadistas cantaram poemas de José Raposo, enquanto João Completo disse quatro dos seus poemas, a bailarina Edite Van Zeller atuou no fado dançado e a artista plástica Lurdes Pólvora d’Cruz pintou um quadro durante o espetáculo.
Em palco estiveram os fadistas Ramiro Costa, Susana Martins, Carlos Zacarias, Joana Lança, Vítor Dores, Carla Lança, Joana Sales, Manuel Guerra Henriques, Maria Caetano, Rita Ferreirinha e Inês Pereira, enquanto Nuno Rocha cantou em gravação por não poder comparecer no Fórum Luísa Todi devido a razões de saúde.
José Raposo agradeceu a todos, bem como à equipa do Fórum Luísa Todi e à Câmara Municipal, salientando que o vereador da Cultura, Pedro Pina, também presente no espetáculo, o escutou, manifestou “entusiasmo” e acreditou no projeto que lhe apresentou. “Isto não é uma homenagem, isto é um projeto que fiz com estes amigos e que vou continuar a fazer”.
Depois de afirmar que os fadistas transportaram para o palco os títulos dos seus livros, “afetos e cumplicidades”, José Raposo sublinhou que o espetáculo foi “um rio de emoções” e voltou a agradecer a quem esteve em palco.
“Eles dizem que são uns privilegiados por cantarem os meus poemas, mas eu é que sou um privilegiado por ter toda esta gente a cantar e tocar para mim. Isto é tudo gente amiga. Agradeço do fundo do coração a vocês todos, sei que não estão aqui por mais nada a não ser amizade”, disse, agradecendo também ao público que encheu a sala, num espetáculo com entrada livre.


















