A edição 2025 da MAPS – Mostra de Artes Performativas de Setúbal entra na reta final e, até dia 19, proporciona espetáculos artísticos que cruzam a criação contemporânea, o território e o envolvimento da comunidade, todos de participação gratuita.
Dia 17, às 21h30, a Sociedade Musical Recreativa União Setubalense recebe “Vozes da União”, uma criação do Colectivo de Cantarilhes da União Setubalense, que junta vozes do canto tradicional com novas composições e experiências vocais, num espetáculo que afirma a força da comunidade.
Na dia 18, a Praça de Bocage transforma-se num espaço sensorial e de partilha, o qual começa com o passeio performativo “Na Pele do Outro”, promovido pelo Setúbal Act & Eco, às 11h00, com recursos visuais, sonoros, táteis e pequenas encenações inspiradas em testemunhos reais de exclusão, discriminação ou invisibilidade.
Segue-se, às 11h30, a performance “Biblioteca Humana”, também pelo Setúbal Act & Eco, um segundo momento de partilha, centrado na oralidade e na escuta ativa, em que os “livros” são pessoas reais, membros da comunidade local, reveladores de vivências e de experiências culturais, sociais e identitárias.
Estes projetos artísticos são apoiados no âmbito do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, Comunidades em Ação, candidatura OIL – Operação Integrada Local na União das Freguesias de Setúbal, Coesão Socio-Territorial Através das Margens.
Ainda no dia 18, às 21h30, o espaço A Gráfica – Centro de Criação Artística acolhe a performance “Entre o Sonho e a Realidade Onde Me Sento”, da coreógrafa e performer PINY, um solo íntimo que convoca memórias, deslocações e identidade, cruzando dança, som e palavra.
A 19, último dia da sétima edição da MAPS – Mostra de Artes Performativas de Setúbal, a programação inspirada no tema “Diversidade” do evento organizado pela Câmara Municipal, reserva mais cinco propostas artísticas que ocupam ruas e largos do espaço público setubalense.
Na Baixa, a partir das 10h00, a loja SMS – See My Style recebe a exposição “Dar Cor à Vida”, do projeto “Palavras que Ferem VS Palavras que Curam”, o qual usa a arte enquanto convite a uma reflexão sobre o poder da linguagem enquanto meio de prevenção da dor emocional.
Segue-se, às 10h15, o percurso performático “Sem Muros nem Ameias”, a partir do Largo Defensores da República, numa reflexão sobre o lugar que o corpo e memória ocupam na cidade, num mosaico em que manifestações artísticas individuais se uniram num ato coletivo para um espaço de encontro.
A iniciativa, com direção artística de Leonardo Silva, é uma ação do “Sem Muros nem Ameias”, do projeto PO.VOAR, apoiado no âmbito do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, Comunidades em Ação, candidatura OIL – Operação Integrada Local na União das Freguesias de Setúbal, Coesão Socio-territorial Através das Margens.
Às 10h30, o Largo da Misericórdia recebe a performance de Patrícia Paixão “Restos de Oblação”, um ato reivindicativo, de denúncia, como um ritual ou uma oração, apresentado num contínuo sem um princípio, meio ou fim, numa repetição/loop em tempo real.
Mais tarde, às 12h30, “Ensaio para Humanidade”, dinamizado pelo coletivo Resina 2.0, apresenta-se no Largo da Ribeira Velha para uma celebração poética sobre laços que unem a comunidade em tempos de isolamento e de pressa, num convite para ensaiar um mundo com mais humanidade.
O encerramento da MAPS 2025 está marcado para as 21h30, no Largo de Jesus, com o concerto/performance “Jardim Humano”, uma criação da Associação Setúbal Voz que marca o encontro de grandes árias de ópera com histórias de vida extraordinárias contadas na primeira pessoa.
“Jardim Humano” é também um projeto artístico apoiado no âmbito do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, Comunidades em Ação, candidatura OIL – Operação Integrada Local na União das Freguesias de Setúbal, Coesão Socio-territorial Através das Margens.
A MAPS 2025 está a decorrer desde o dia 10, com uma programação intensa que afirma a arte como instrumento de cidadania e transformação social, em que o território ocupa lugar de destaque e se revela um palco dedicado à liberdade, à criação artística e à participação comunitária.