O evento de abertura da sétima edição da MAPS – Mostra de Artes Performativas em Setúbal, organizada pela Câmara Municipal para celebrar a “Diversidade”, realizou-se no dia 10 à noite com uma performance de reflexão sobre a evolução ferroviária.
Uma simbiose entre concerto e instalação artística foi apresentada na Casa Bocage no arranque de uma edição da MAPS que “vai elevar a liberdade, a diversidade e a coragem de lutar”, referiu o vereador da Cultura da Câmara Municipal de Setúbal, Pedro Pina.
“Movimentos Pendulares”, da autoria de Ian Cancino e Cristiano Marcelino, numa produção da FOmE, aborda o fenómeno dos movimentos pendulares urbanos, principalmente através de uma perspetiva dos transportes suburbanos ferroviários, nomeadamente a Linha do Sado.
“Começou a viagem da MAPS. O primeiro dia fez-se com um arranque de comboio, desses que partem devagar e ganham embalo com o tempo. Este foi o ponto de partida de um percurso artístico que atravessa a cidade, com paragens em lugares inesperados, onde se escutam histórias, se revelam presenças e se celebra a diversidade”, sublinhou o vereador Pedro Pina.
O espetáculo foi o terceiro de um ciclo de três instalações, de autores diferentes, sempre sobre o tema dos “Movimentos Pendulares”, elaborados a partir de elementos visuais e sonoros e música ao vivo, sendo que as duas primeiras performances foram apresentadas em edições anteriores da MAPS.
A decorrer até dia 19, a mostra de artes performativas pretende, com iniciativas como o espetáculo de dia 10, celebrar a diversidade, o tema desta edição.
O evento proporciona espetáculos “para todos”, resumiu Pedro Pina, o próximo já na tarde de dia 11, às 18h00, no Museu de Setúbal/Convento de Jesus, com a instalação-tributo “Alcindo Monteiro”, dinamizada pelo artista Gabriel Chaile, com direção da BoCA – Biennial of Contemporary Arts, dedicada ao jovem cabo-verdiano assassinado em 1995, que se repete no domingo, à mesma hora.
Dia 11, às 21h30, a Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense acolhe a apresentação da peça “Na Boca do Tubarão”, uma produção do Teatro do Imigrante, que partilha com o público uma reflexão sobre temas relacionados com imigração, exclusão e resistência.
Já o projeto PO.VOAR “Trilhos de Memórias”, apoiado no âmbito do PRR, Comunidades em Ação, candidatura OIL – Operação Integrada Local na União das Freguesias de Setúbal, Coesão Socio-territorial Através das Margens, apresenta-se dia 12, às 10h30, em exposição no Centro de Cidadania Ativa, e às 11h00, num percurso performativo pelo Bairro do Troino, com início no Largo da Fonte Nova.
Às 21h00, o Fórum Municipal Luísa Todi acolhe “Terminal (O Estado do Mundo)”, da companhia Formiga Atómica, com encenação de Miguel Fragata e música ao vivo de Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves, sobre alterações climáticas. É o único espetáculo pago da MAPS, com bilhetes a 12 euros.
Para os mais novos, a programação proporciona atividades “Mini-MAPS”, com três eventos no dia 13 à tarde, no Parque do Bonfim, começando com o “ALMEIDART”, com jogos e brincadeiras artesanais e sustentáveis, entre as 15h00 e as 18h00.
Seguem-se as apresentações de “Não há duas sem três”, de Catarina Requeijo, às 16h00, e “A galinha da minha vizinha”, por Graça Ochoa, numa produção da Circolando, às 17h00.
À noite, às 21h30, “Terra Cobre”, de João Pais Filipe e Marco da Silva Ferreira, que cruza dança e percussão com a tradição chocalheira portuguesa, apresenta-se no espaço A Gráfica.
A programação completa da MAPS, a decorrer em Setúbal até dia 19, pode ser consultada nesta ligação.










