A estreia de “Movimentos Pendulares”, performance que reflete sobre as questões em torno dos movimentos e evolução ferroviária, especificamente na Linha do Sado, marca o início, no dia 10, da sétima edição da MAPS, evento que decorre em Setúbal até dia 19.
“Movimentos Pendulares”, a última performance de um ciclo de três instalações, de autores diferentes, sempre sobre o fenómeno dos movimentos pendulares urbanos, principalmente através de uma perspetiva dos transportes suburbanos ferroviários, nomeadamente a Linha do Sado, traduz-se numa instalação artística com vertente sonora.
Esta performance, uma produção FOmE, criada por Ian Cancino e Cristiano Marcelino, é apresentado a partir das 21h30, na Casa Bocage.
A MAPS – Mostra de Artes Performativas de Setúbal, organizada pela Câmara Municipal de Setúbal, apresenta uma programação repleta de performances, música, cinema e formações, com todas as atividades a serem, à exceção de um espetáculo, de entrada gratuita.
“Diversidade” é o tema central da edição de este ano, cujo programa completo pode ser consultado nesta ligação.
Segue-se, a 11, às 18h00, no Museu de Setúbal/Convento de Jesus, a instalação-tributo “Alcindo Monteiro”, dinamizada pelo artista Gabriel Chaile, com direção da BoCA – Biennial of Contemporary Arts, a qual é dedicada ao jovem cabo-verdiano assassinado em 1995, que se repete a 13, às 18h00.
No mesmo dia, às 21h30, a Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense acolhe a apresentação da peça “Na Boca do Tubarão”, uma produção do Teatro do Imigrante, que partilha com o público uma reflexão sobre temas relacionados com imigração, exclusão e resistência.
Já o projeto PO.VOAR “Trilhos de Memórias”, apoiado no âmbito do PRR, Comunidades em Ação, candidatura OIL – Operação Integrada Local na União das Freguesias de Setúbal, Coesão Socio-territorial Através das Margens, apresenta-se no dia 12, às 10h30, em exposição no Centro de Cidadania Ativa, e às 11h00, num percurso performativo pelo Bairro do Troino, com início no Largo da Fonte Nova.
Ainda a 12, às 21h00, o Fórum Municipal Luísa Todi acolhe “Terminal (O Estado do Mundo)”, espetáculo da companhia Formiga Atómica, com encenação de Miguel Fragata e música ao vivo de Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves, sobre alterações climáticas. É o único espetáculo pago da MAPS, com bilhetes a 12 euros.
A programação desta mostra de artes performativas vai também no espaço público setubalense com atividades para os mais novos, com o Parque do Bonfim a receber, a 13, entre as 15h00 e as 18h00, a iniciativa “Mini-MAPS”, com jogos e brincadeiras artesanais e sustentáveis.
No âmbito da mesma iniciativa, igualmente a 13, no Parque do Bonfim, estão reservadas as apresentações, às 16h00 com “Não há duas sem três”, de Catarina Requeijo, às 17h00, “A galinha da minha vizinha”, por Graça Ochoa, numa produção da Circolando.
Ainda a 13, pelas 21h30, a MAPS apresenta no espaço A Gráfica – Centro de Criação Artística, “Terra Cobre”, de João Pais Filipe e Marco da Silva Ferreira, que cruza dança e percussão com a tradição chocalheira portuguesa.
No dia 14, às 21h00, no Fórum Municipal Luísa Todi, é exibido o documentário “Caleidoscópio em construção: estórias de um encontro”, de João Bordeira, o qual retrata um processo artístico intergeracional com moradores de bairros da cidade, realizado no âmbito do projeto “Ritmos no Bairro”, da Repasseado, apoiado no âmbito do PRR, Comunidades em Ação, candidatura OIL – Operação Integrada Local na União das Freguesias de Setúbal, Coesão Socio-territorial Através das Margens.
Vozes da União e Colectivo de Cantarilhes dão um espetáculo a 17, às 21h30, na Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense, enquanto a 18 o projeto Setúbal ACT & ECO apresenta o passeio sensorial “Na Pele do Outro”, às 11h00, e a “Biblioteca Humana”, às 11h30, ambas na Praça de Bocage, as quais proporcionam experiências imersivas que convidam à escuta ativa e ao exercício da empatia.
Igualmente a 18, às 21h30, A Gráfica – Centro de Criação Artística, recebe o espetáculo “Entre o Sonho e a Realidade Onde Me Sento”, uma instalação-performativa de PINY que cruza dança, palavra e memória, para explorar questões de identidade, maternidade, colonialismo e ancestralidade feminina.
O último dia da MAPS, a 19, reserva a apresentação de um conjunto de projetos apoiados no âmbito do PRR, Comunidades em Ação, candidatura OIL – Operação Integrada Local na União das Freguesias de Setúbal, Coesão Socio-territorial Através das Margens.
Às 10h00, a loja da Baixa SMS – See My Style recebe a iniciativa “Palavras que Ferem VS Palavras que Curam”, do projeto Palavras que Ferem da Dar Cor à Vida, às 10h15 há “Sem Muros nem Ameias”, no Largo Defensores da República, enquanto às 10h30 há “Restos de Oblação”, no Largo da Misericórdia, ambos do projeto PO.VOAR, da Dar Cor à Vida.
A MAPS reserva ainda, às 12h30, no Largo da Ribeira Velha, “Ensaio para a Humanidade”, do projeto Teatroterapia da Resina 2.0, enquanto às 21h30, no Jardim do Largo de Jesus, o espetáculo de encerramento reserva um “Jardim Humano”, do projeto Ópera nos Bairros, da Associação Setúbal Voz.





