O presidente da Câmara Municipal, André Martins, agradeceu em 26 de maio à UNISETI – Universidade Sénior de Setúbal por contribuir para que a cidade seja cada vez mais vivida e participada, no lançamento da revista da instituição “O Olhar de Janus”.
Numa sessão que encheu o Salão Nobre dos Paços do Concelho, o autarca recordou que “a Câmara Municipal tem sido um parceiro da UNISETI com resultados muito concretos nos últimos dois anos”, numa alusão à ampliação das instalações da universidade no Parque do Bonfim, realizada pela autarquia em duas fases.
“Pelo que tenho ouvido dizer e pelo que tive oportunidade de ver quando terminou a obra, acho que são muito boas condições, num espaço magnífico, muito cobiçado. Acho que a UNISETI ocupa aquele espaço muito bem, mas, mais, acho que dá vida àquele espaço. E nós precisamos que os nossos espaços públicos, como é o caso do Bonfim, sejam espaços que tenham vida, tenham vivência”, disse.
Por isso, André Martins agradeceu à UNISETI também por ser um parceiro da Câmara Municipal e “por contribuir para que a cidade seja cada vez mais vivida, mais participada”.
Depois de afirmar que ainda não tinha tido a oportunidade de ler a revista da universidade, o presidente da Câmara notou que conhece “há muitos anos” o presidente da UNISETI, Arlindo Mota, que sublinhou ter sido sempre “um produtor de mensagens”.
O autarca desejou que “todos gostem” da revista, frisando que é a história “de uma organização de Setúbal que é muito importante ficar registada”, e concluiu com um agradecimento à UNISETI, a Arlindo Mota “e a todos os que colaboraram neste projeto”.
Arlindo Mota afirmou que a UNISETI começou a trabalhar no projeto da revista em 2017, “com a ideia de contar Setúbal”, a qual depois foi refletida na publicação “com o nome de Photomaton – Setúbal na Nossa Memória”, para que os mais velhos contassem “o que se passou há 40, há 50 anos”.
“Depois veio a pandemia e acabámos todos por refinar as nossas propostas, muitos colegas quiseram colaborar”, disse, adiantando que a revista é dividida em três partes, sendo o Photomaton a última, enquanto na segunda é contada a história de Setúbal.
Na primeira parte está refletida a “atrapalhação” dos responsáveis da UNISETI “quando veio a pandemia”, período em que, além de terem sido obrigados a dar aulas online, não conseguiam pagar as instalações da Avenida 22 de Dezembro. Surgiu então a hipótese de ampliar as instalações do Parque do Bonfim e, segundo Arlindo Mota, “hoje as pessoas estão muito satisfeitas com o que ali foi feito”.
A nova revista da UNISETI, “O Olhar de Janus”, conta com a colaboração de conhecidos historiógrafos e escritores setubalenses e, segundo a universidade, com “cerca de 200 páginas em papel ‘couché’ mate e quadricromia, com encadernação cozida e costurada, constitui um precioso objeto material” elaborado pela designer Ivone Ralha e contribui “para o resgate e valorização da memória coletiva da comunidade setubalense”.
A publicação conta com textos de autores como Alberto Pereira, Fátima Medeiros, Manuela Palma Rodrigues, João Santiago, Alice Silva, Maria Beatriz Oliveira, Maria Branco e Arlindo Mota, entre outros.
Os textos abordam memórias da infância, da vida social nos bairros aos jogos do Vitória no Campo dos Arcos, mas também aspetos históricos, como o dialeto setubalense, a criação do Banco Regional do Sado, a visita do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen à cidade ou a luta dos professores do ensino primário e preparatório, no final da década de 1960 e no início da de 1970, por uma remuneração 12 meses por ano.













