O presidente da Câmara Municipal e da Associação de Municípios da Região de Setúbal, André Martins, afirmou em 8 de maio, num encontro de agentes turísticos, que o território da região está vocacionado para o turismo de natureza, gastronómico, cultural e de aventura.
No discurso realizado na abertura do 1.º Encontro de Agentes Turísticos da Região de Setúbal, organizado pela AMRS – Associação de Municípios da Região de Setúbal no Cais 3 do porto de Setúbal, na sequência do Congresso da Região de Setúbal “Agregar vontades, Construir o Futuro”, o autarca abordou os traços distintivos da região no que diz respeito ao turismo.
“A região de Setúbal distingue-se, no panorama nacional, pela sua diversidade de recursos naturais, paisagísticos, históricos e culturais — elementos que, por si só, constituem fortes atrativos turísticos. É um território vocacionado para o turismo de natureza, gastronómico, cultural e de aventura”, disse.
André Martins considerou que a AMRS “tem desempenhado um papel fundamental através da auscultação da sociedade civil no âmbito do PEDEPES – Plano Estratégico da Região de Setúbal, abrangendo áreas como o turismo, mas também sobre a educação, cultura, e desenvolvimento económico”, e destacou a candidatura da Arrábida a Reserva da Biosfera.
Esta candidatura, “fruto de um esforço conjunto entre as Câmaras Municipais de Palmela, Sesimbra e Setúbal, o ICNF, a AMRS e a comunidade local”, tem como objetivo “reconhecer a Arrábida como um ecossistema vivo, onde a biodiversidade e as atividades humanas convivem em harmonia”, sendo a obtenção do reconhecimento “uma valiosa mais-valia para o turismo regional”.
André Martins recordou que a candidatura está “em avaliação pelo Programa ‘Homem e a Biosfera’ da UNESCO” e mostrou-se convencido de que a decisão, a conhecer em setembro, “será um resultado positivo para a região”.
Salientou ainda que, “com políticas adequadas, o turismo pode ajudar a promover um modelo de crescimento sustentável, equilibrando economia, sociedade e ambiente”, considerando que esse é “um aspeto especialmente relevante numa região com áreas protegidas como o Parque Natural da Arrábida, a Reserva Natural dos Estuários do Sado e do Tejo e o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina”.
O 1.º Encontro de Agentes Turísticos da Região de Setúbal teve como objetivo, de acordo com o presidente da Câmara e da AMRS, “estreitar relações entre operadores, aprofundar o conhecimento sobre o tecido económico-turístico da região e reforçar o trabalho” dos municípios, “contribuindo para consolidar o turismo regional”.
Como referiu André Martins, “mais de uma centena de operadores turísticos responderam ao desafio de se reunir neste encontro”, para estabelecerem contactos, trocarem experiências e criarem sinergias.
“Estão presentes os principais ativos do nosso território: os rios e a costa, os desportos náuticos, o alojamento, o património cultural e natural, a gastronomia, os vinhos, o lazer. Contamos também com a participação de escolas profissionais e do Instituto Politécnico de Setúbal, que irão apresentar a oferta formativa na área do turismo — um aspeto essencial para a qualificação dos recursos humanos no setor”, disse.
O presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Francisco Jesus, e o vice-presidente da Câmara Municipal de Palmela, com o pelouro do Turismo, Luís Miguel Calha, saudaram a realização do encontro e destacaram a sua importância para o turismo no território Arrábida.
“É de saudar a realização deste primeiro encontro. Os municípios não podem trabalhar isoladamente dos operadores. Estamos a falar essencialmente de micro e pequenas empresas da região que têm um papel fundamental num território que nós queremos, por um lado, preservar, mas também queremos, obviamente, potenciar do ponto de vista económico”, afirmou Francisco Jesus.
O autarca notou que “Setúbal, Sesimbra e Palmela têm dinamizado projetos nas mais diversas áreas, entre as quais o turismo”, em torno da Arrábida, “o seu grande património”, frisando que “o turismo não tem fronteiras nos territórios concelhios” e os “produtos turísticos diferenciados” existentes na região “não se esgotam em cada um dos concelhos”.
Segundo Francisco Jesus, é importante que os diversos operadores trabalhem em parceria “para criarem um produto diferenciado”, mas também que os municípios, através das suas equipas de turismo, possam “trabalhar por uma região com um turismo sustentável, para a economia local ter um dinamismo completamente diferente”.
Luís Miguel Calha afirmou que “o turismo é um vetor estratégico de desenvolvimento da região” e considerou que “é sempre muito importante quando as autarquias e os ‘players’ do setor convergem no sentido do mesmo objetivo, a promoção do território, neste caso do território Arrábida”.
O vice-presidente da Câmara de Palmela acrescentou acreditar que “encontros como este são muito positivos para que a região floresça, se desenvolva e se afirme cada vez mais como um destino turístico de referência”.












