O presidente da Câmara Municipal, André Martins, salientou em 7 de maio, na abertura do 14.º Festival Internacional de Música de Setúbal, no Fórum Luísa Todi, a importância da mobilização que o evento promove todos os anos na sociedade setubalense.
“É mais do que um festival de música, é uma manifestação cultural, é uma manifestação social”, frisou o presidente da Câmara no Fórum Luísa Todi, notando o impacto que o festival resultante da parceria entre a autarquia, a fundação The Helen Hamlyn Trust e a A7M – Associação do Festival de Música de Setúbal tem na sociedade, incluindo em todos os que, através das escolas, estão envolvidos neste projeto.
O autarca agradeceu ao The Helen Hamlyn Trust, “pelo seu apoio consistente”, à A7M, às escolas do concelho, aos conservatórios e academias de música da região de Setúbal, à APPACDM, aos artistas e técnicos envolvidos e aos trabalhadores da Câmara Municipal, que “se empenham com paixão e profissionalismo para que este festival continue a crescer e a afirmar-se no panorama cultural nacional e internacional”.
André Martins sublinhou que, este ano com o tema “Memórias e Tradições”, o festival, iniciado em 2011, “é também uma aposta na educação, na inclusão e na partilha de valores”, apontando-o como “um exemplo concreto de como a arte, ao ser enraizada nos territórios e nas pessoas, se transforma num instrumento poderoso de coesão social e desenvolvimento humano”.
O presidente da Câmara concluiu a intervenção com o desejo de que “esta edição, feita de memórias e tradições”, sirva de inspiração para se “continuar a construir, juntos, o futuro da cultura em Setúbal”.
A representante do The Helen Hamlyn Trust, Lucy O’Rorke, considerou “incrível” que o festival, que tem crescido “tanto em excelência artística como no coração”, já tenha 14 anos de existência, servindo para “celebrar a música como uma poderosa ponte que liga pessoas e comunidades”.
Lucy O’Rorke disse que “a música tem o poder de unir” as pessoas e que os responsáveis da fundação estão muito agradecidos pela “parceria contínua com o município, a A7M, os professores, os pais, os cuidadores e, principalmente, com as crianças cuja energia torna este evento tão significativo”.
O presidente da A7M, Carlos Biscaia, salientou o caráter voluntário desta associação, formada por “cidadãos desta cidade mobilizados neste projeto há muitos anos”, e agradeceu à Câmara Municipal e ao The Helen Hamlyn Trust por serem “os dois pilares que têm mantido” o festival “de pé”.
Carlos Biscaia afirmou que o projeto tem o objetivo de “entregar às crianças os valores da educação, da cultura” e de promover a inclusão, sensibilizando-as para que sejam “melhores cidadãos” do que os membros das gerações anteriores.
O diretor artístico do festival, Bruno Martins, salientou que, depois de no ano passado o festival ter incluído uma representação de Santa Maria da Feira, nesta edição conta com a participação da Orquestra Criativa de Santa Maria da Feira e foi alargado à Covilhã, que está presente com o seu conservatório regional e com a Escola Profissional de Artes da Covilhã.
“O festival é um poço de partilha”, afirmou Bruno Martins, sublinhando a sua ligação à comunidade.
Entre 7 e 11 de maio, o Festival leva mais de uma dezena de iniciativas a vários espaços e equipamentos do concelho, incluindo concertos e masterclasses, inspirados em “Memórias e Tradições”, proporcionando cinco dias de partilha cultural, com eventos que aliam artistas de renome do panorama nacional e internacional a projetos da comunidade local.
O tema escolhido para este ano, “Memórias e Tradições”, homenageia heranças musicais que atravessam gerações, para reforçar a identidade e memória coletivas.
“A História com Música: O Feiticeiro de Oz”, um concerto pedagógico pela Academia de Música e Belas-Artes Luísa Todi, foi o primeiro evento cultural, na tarde de quarta-feira, 7 de maio, nos claustros do Convento de Jesus.
O concerto de abertura, realizado na noite do mesmo dia no Fórum Municipal Luísa Todi, prestou homenagem a Carlos Paião, com “Sem Playback”, pela Orquestra Ligeira do Conservatório Regional de Palmela, com a participação de B-Voice e do Coro Feminino TuttiEncantus.
Ao fim da tarde de 11 de maio, domingo, o concerto “No Colo da Tradição” encerra a edição 2025 do evento cultural que celebra a universalidade da música, no Fórum Municipal Luísa Todi, às 18h30, juntando Orquestra Sinfónica e Coro do Festival Internacional de Música de Setúbal.
O espetáculo, com direção musical de Pablo Orbina, conta ainda com as participações da Academia Luísa Todi, da Academia de Música de Almada, dos conservatórios regionais de Setúbal, Palmela e Covilhã, do Coral Infantil de Setúbal e da Escola Profissional de Artes da Covilhã. As entradas são a 5 euros.
O programa completo, incluindo informações sobre aquisição de bilhetes e levantamento de convites, está disponível em nesta ligação, assim como na página oficial do Festival Internacional de Música de Setúbal.













