Calçada portuguesa candidata a património da UNESCO

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A Câmara Municipal de Setúbal é parceira da candidatura da “Arte e Saber-Fazer da Calçada Portuguesa” submetida recentemente à Lista Indicativa de Património Cultural Imaterial da Humanidade, da UNESCO.

A Câmara Municipal de Setúbal é parceira da candidatura da “Arte e Saber-Fazer da Calçada Portuguesa” submetida recentemente à Lista Indicativa de Património Cultural Imaterial da Humanidade, da UNESCO.

A candidatura, entregue a 14 de março pela Associação da Calçada Portuguesa à Comissão Nacional da UNESCO, visa a preservação desta arte única no mundo e o reconhecimento dos calceteiros como profissionais fundamentais na construção e manutenção deste património cultural.

Nos últimos três anos, a associação trabalhou na preparação da candidatura, a qual reúne o apoio de mais de cinco dezenas de calceteiros de todo o país, dos municípios de Setúbal, Braga, Estremoz, Faro, Funchal, Lisboa, Ponta Delgada e Porto de Mós e de mais de vinte instituições.

O Museu do Trabalho Michel Giacometti, equipamento municipal de Setúbal, colaborou com a entidade promotora da candidatura e com a rede de parceiros na preparação deste processo que visa contribuir para a valorização deste símbolo cultural e dos mestres calceteiros.

Em 2021, a Associação da Calçada Portuguesa conseguiu a inscrição da “Arte e Saber-Fazer da Calçada Portuguesa” no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial e agora, com a candidatura à UNESCO, o objetivo é ampliar este reconhecimento e afirmação.

“A calçada portuguesa é um dos mais icónicos elementos da identidade e cultura nacionais, apreciada pela sua beleza e singularidade. No entanto, enfrenta desafios que ameaçam a sua continuidade. A preservação deste património exige o reconhecimento e valorização dos mestres calceteiros, verdadeiros guardiões desta técnica”, assinala a Associação da Calçada Portuguesa.

A promotora da candidatura considera que “a calçada portuguesa constitui um ativo estratégico para Portugal, contribuindo para a valorização urbana, o turismo e a projeção da cultura portuguesa no contexto global”.

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