O Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros de Setúbal reforça a recomendação para a adoção de medidas preventivas face ao quadro meteorológico persistente de forte instabilidade, com precipitação e vento fortes, agitação marítima e subida dos caudais.
De acordo com Instituto Português do Mar e da Atmosfera, a condição meteorológica adversa, com precipitação, vento e agitação marítima, mantém-se nas próximas horas, prevendo-se um desagravamento a partir do final da manhã de dia 22 de março.
As previsões apontam para aguaceiros, por vezes fortes, podendo ser de granizo e acompanhados de trovoada, em especial nas regiões Norte e Centro, e vento intenso com rajadas que podem ir até aos 80 quilómetros por hora no litoral a norte do Cabo Espichel e até aos 100 quilómetros por hora nas terras altas.
Está igualmente prevista agitação marítima forte com ondas de sudoeste que podem atingir os 4 a 5 metros na tarde desta 20 de março, passando no início do dia 21 a ondas noroeste com 5 a 7 metros, a norte do Cabo de Sines.
Tendo em conta este quadro meteorológico, a Proteção Civil adverte para a probabilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem, e de inundações por transbordo de linhas de água.
Há também a possibilidade de situações de piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água, inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem, galgamentos ou inundações costeiras e quedas de árvores ou ramos, de estruturas publicitárias ou de elementos construtivos mais frágeis em edificações.
Em relação à subida dos caudais, num quadro de situação hidrológica de vigilância, deve ser tida em conta a previsão de preia-mar, que, no dia 21, é às 19h01, com 2,7 metros, e a 22, às 07h35, com 2,4 metros, e às 20h15, com 2,5 metros.
A Proteção Civil lembra que os efeitos causados pelas condições meteorológicas adversas podem ser minimizados com a adoção de comportamentos adequados, pelo que recomenda um conjunto de medidas a observar pela população.
A desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e a retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas são algumas dessas medidas.
Outra é a adoção de uma condução defensiva, com redução da velocidade habitual e especial cuidado com a possível formação de lençóis de água nas vias.
Durante estes períodos de condições atmosféricas adversas, não devem ser atravessadas zonas inundadas, dado o perigo de arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas.
A população deve ainda permanecer atenta às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e das forças de segurança.