A delegação distrital de Setúbal da Ordem dos Engenheiros ficou a conhecer no dia 28 de fevereiro as características particulares dos trabalhos de reforço estrutural da encosta do Forte de São Filipe, numa visita realizada ao local.
A visita técnica, com a participação de uma comitiva que incluiu o delegado distrital, André Vilelas, e o subdelegado Rui Alves, além de outros membros da direção, teve como objetivo verificar no terreno a complexidade e a importância das obras conduzidas pela Câmara Municipal de Setúbal para a salvaguarda e valorização do monumento nacional.
A iniciativa, inserida no plano de atividades anual da delegação distrital de Setúbal da Ordem dos Engenheiros, foi conduzida pelo diretor técnico da obra, Francisco Pica, da empresa DST, e por João Cardoso, do Departamento de Obras Municipais da Câmara de Setúbal, que fizeram o enquadramento técnico da empreitada e relataram as dificuldades e os desafios colocados à medida que as intervenções avançam no terreno.
A consolidação e estabilização da encosta do Forte de São Filipe encontra-se na segunda fase das obras, que contempla um conjunto de intervenções que garantem a segurança e estabilidade global do local, com a colocação de microestacas e a realização de ancoragens definitivas.
Em alguns locais é feita a injeção de caldas e argamassas de cimento no terreno, com o objetivo de preencher vazios existentes e consolidar o solo.
A empreitada está orçada em 4 milhões, 179 mil e 983,98 euros, com financiamento a 75 por cento pelo POSEUR – Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos e comparticipação de 25 por cento pelo Estado, nos termos de um protocolo firmado entre o município, o Estado Português, a ENATUR – Empresa Nacional de Turismo e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil.
Paralelamente, está em execução o projeto de reabilitação das muralhas do Forte de São Filipe, com o objetivo de que o monumento, que é património do Estado sob gestão direta da Câmara Municipal, possa voltar a ter capacidade hoteleira.
Esta fase foi objeto de um contrato de financiamento no valor de 1 milhão e 100 mil euros no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), assinado em 11 de janeiro entre a Câmara Municipal de Setúbal e o Estado, através do Fundo de Salvaguarda do Património Cultural.







