Ocean Alive preserva pradarias marinhas

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A Ocean Alive apresentou no dia 25 de fevereiro, na Casa da Baía, o balanço dos vários projetos desenvolvidos em 2024, os quais contribuíram para a preservação e restauro das pradarias marinhas do Estuário do Sado.

A Ocean Alive apresentou no dia 25 de fevereiro, na Casa da Baía, o balanço dos vários projetos desenvolvidos em 2024, os quais contribuíram para a preservação e restauro das pradarias marinhas do Estuário do Sado.

De acordo com as biólogas marinhas Raquel Gaspar e Ângela Fernandez, uma das conclusões mais importantes do trabalho realizado no ano passado é que a área total das pradarias marinhas do Estuário do Sado aumentou em cerca de 36 hectares.

O mapeamento desenvolvido pela Ocean Alive no Estuário do Sado já permitiu identificar 29 pradarias marinhas com uma área total de 190 hectares, sendo que em 2024 foram mapeadas mais 18 pradarias com uma área de cerca de 150 hectares.

“O aumento da área total das pradarias marinhas deve ser encarado como uma oportunidade para preservar algo que está em bom estado. Esta é a altura certa para melhorar as condições ambientais e evitar aquilo que nos faz perder as pradarias. Além disso, os custos de restaurar aquilo que é degradado são muitos superiores aos custos da proteção”, sublinhou Raquel Gaspar.

A cooperativa trabalha, atualmente, em projetos de restauro das pradarias marinhas de Soltroia, Base-Ferry, Cambalhão e Ponta do Adoxe, no âmbito dos quais se verificou uma recuperação das pradarias quer pela boa capacidade de se restaurarem sozinhas, quer fruto da monitorização e dos projetos implementados pela Ocean Alive, de que é exemplo as “Guardiãs do Mar”.

O programa criado em 2016, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal, é composto por seis mulheres que colaboram com a Ocean Alive na proteção das pradarias marinhas.

Estas mulheres assumem um papel catalisador na transformação de comportamentos da comunidade piscatória com vista à eliminação das ameaças colocadas à preservação deste habitat, designadamente o lixo da mariscagem, as âncoras e a pesca destrutiva.

O projeto procura, igualmente, dar resposta ao problema da perda de empregabilidade na pesca, através da capacitação, com o conhecimento das pescadoras a ser convertido em serviços de educação marinha e de mapeamento das pradarias.

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