Rua Vale de Choupos passa a ter sentido único

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A Câmara Municipal e a Junta de Freguesia de Azeitão apresentaram na noite de 24 de fevereiro uma proposta para a Rua Vale de Choupos passar a ter um único sentido de trânsito, que vai vigorar de forma experimental para avaliação dos moradores.

A Câmara Municipal e a Junta de Freguesia de Azeitão apresentaram na noite de 24 de fevereiro uma proposta para a Rua Vale de Choupos passar a ter um único sentido de trânsito, que vai vigorar de forma experimental para avaliação dos moradores.

A proposta foi apresentada aos moradores daquela rua de Brejos de Azeitão numa reunião do programa “Ouvir a População, Construir o Futuro” realizada na Escola Básica da Brejoeira, na qual estiveram presentes o presidente da Câmara Municipal, André Martins, os vereadores Carlos Rabaçal e Rita Carvalho e a presidente da Junta de Freguesia de Azeitão, Sónia Paulo.

No final do encontro foi constituído um grupo de trabalho composto por seis moradores para fazer o acompanhamento desta situação com as duas autarquias e trabalhar em conjunto com estas na resolução de outros problemas que afetem a população da zona.

A proposta inicial previa que, para garantir que a circulação se processe em segurança, a Rua Vale de Choupos passaria a ter trânsito automóvel apenas no sentido sul/norte, sendo criado estacionamento formal num dos lados da via, com pinturas no piso, de modo a acabar com o estacionamento em cima do passeio, que por vezes impede a sua utilização por parte dos peões.

A intervenção tem sido reclamada pelos moradores e pela Junta de Freguesia devido aos acidentes que acontecem com regularidade naquela zona, razão pela qual também se propunha que, no cruzamento com a Rua Vale de Choupos, fosse retirado o sinal de perda de prioridade existente na Rua Família Bronze.

Os moradores presentes na sessão concordaram com a proposta de forma genérica, mas levantaram algumas dúvidas sobre se a rua devia passar a ter trânsito no sentido sul/norte ou norte/sul.

O presidente da Câmara sugeriu, então, que a proposta apresentada pelos serviços da autarquia, excluindo a marcação do estacionamento no piso, fosse colocada em prática para avaliação dos moradores e “dentro de dois ou três meses” o assunto voltar a ser debatido, quando o município apresentar o projeto de intervenção no troço da Rua de São Gonçalo entre a Rotunda do Hortelão e a Rua da Padaria.

André Martins justificou a apresentação da sugestão, aceite pelos moradores, com o facto de o projeto para aquele troço, com cerca de dois quilómetros, alterar várias vias perpendiculares à Rua de São Gonçalo, algumas das quais vão passar a ter sentido único.

“Nestes dois ou três meses, vocês verificam como funciona esta proposta e, depois, quando tivermos esse projeto e pudermos ver como se faz a articulação da Rua de São Gonçalo com a vossa rua, veremos, de forma ponderada, qual é a solução mais adequada. Mas penso que a passagem a um único sentido beneficia logo”, disse o autarca.

O presidente da Câmara recordou que, nos últimos anos, tem sido investido “cerca de um milhão de euros” anualmente em pavimentações, na execução de passeios e na colocação de infraestruturas nos arruamentos de Brejos de Azeitão.

“O nosso compromisso é que, em conjunto com a Junta de Freguesia, logo que possível faremos o piso na vossa rua”, afirmou, respondendo à reivindicação de repavimentação da Rua Vale de Choupos apresentada pelos moradores na reunião. “Temos esta forma de trabalhar com as pessoas, porque são elas que nos ajudam no nosso trabalho. Quem vive nos locais é que sente as dificuldades no dia a dia”.

O programa municipal “Ouvir a População, Construir o Futuro” tem como objetivo aproximar a gestão autárquica da população do concelho, que assim pode apresentar diretamente aos eleitos assuntos que consideram de interesse sobre os locais onde vivem ou trabalham.

Este projeto, inédito a nível nacional, e que decorre da visão, do compromisso e da prática de Município Participado, transversal a toda atividade da Câmara Municipal de Setúbal, leva o Executivo e as Juntas de Freguesia a avaliar, em cada bairro, em cada rua, as necessidades sentidas pela população.

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