A Comissão Distrital de Proteção Civil, reunida nos Paços do Concelho de Setúbal, ratificou em 18 de fevereiro o despacho de desativação do Plano Distrital de Emergência e Proteção Civil, que tinha sido ativado em 2020 no âmbito da pandemia de covid-19.
O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Península de Setúbal, Sérgio Moura, lembrou no final do encontro, realizado na Sala de Sessões, que o Plano Distrital tinha sido ativado na sequência das ativações de todos os planos municipais de emergência e proteção civil do distrito de Setúbal.
“Entretanto a situação foi melhorando, e ainda bem que ela foi melhorando, os planos municipais de emergência e proteção civil foram sendo desativados e a partir desse momento começámos a ter condições para desativar o plano distrital, porque já não fazia sentido manter-se ativado”, disse.
Sérgio Moura adiantou que foi proposta a desativação do plano ao presidente da Comissão Distrital, que é o presidente da Câmara Municipal de Setúbal, André Martins, o qual emitiu de imediato despacho nesse sentido. “Tem essa competência, mas depois [o despacho] tinha de ser ratificado em sede de Comissão Distrital”, lembrou.
O comandante sub-regional adiantou que a revisão do Plano Distrital de Emergência e Proteção Civil, que deve ocorrer de forma periódica, também esteve na ordem de trabalhos da reunião.
“Foram pedidos sugestões e contributos dos comissários, foi feita a revisão ao plano, a consulta pública terminou em 30 de janeiro e foi trazido aqui o ponto de situação desta revisão, que está na sua fase final. Vai agora ser construída uma versão final, uma versão consolidada, que depois será colocada à aprovação dos comissários para ser, então, publicada no Diário da República”, referiu.
Foi ainda feito um balanço da atividade operacional do ano de 2024, na Península de Setúbal e no Alentejano Litoral, tendo sido registada “uma ligeira subida, nada de significativo”, do número total de ocorrências.
Na Península de Setúbal, em particular, houve menos ocorrências de incêndio rural, “acompanhando a tendência a nível nacional”, mas a área ardida acabou por ser maior, devido ao incêndio ocorrido na Amora, na zona de Belverde, “que consumiu 814 hectares” de povoamento florestal e de mato.
“Temos um número favorável, que é o facto de 2024 ter sido o ano em que tivemos menos ocorrências nos últimos dez anos, mas foi também aquele em que tivemos mais área ardida, por causa deste incêndio”, sublinhou Sérgio Moura.




