Mergulho Motard Solidário a começar o ano

Partilhar notícia

Cerca de 250 pessoas participaram na manhã de dia 1 de janeiro, na Praia da Figueirinha, na sexta edição do Mergulho Motard Solidário.

Cerca de 250 pessoas participaram na manhã de dia 1 de janeiro, na Praia da Figueirinha, na sexta edição do Mergulho Motard Solidário.

“Este é um mergulho em nome da vida”, afirmou o vereador Pedro Pina, da Câmara Municipal de Setúbal, sobre a iniciativa, organizada por João e Cristina Raposo, com diversos apoios, incluindo do município, com o objetivo de sensibilizar para a realidade dos cuidadores informais e angariar fundos a favor da Panóplia de Heróis – Associação Nacional de Cuidadores Informais.

“Qualquer um de nós a dada altura da vida pode tornar-se cuidador informal. Quando isso acontece, as entidades devem proporcionar as condições necessárias para podermos cuidar. É para isso que estamos aqui a alertar hoje. Estamos a dar o sinal, no primeiro dia do ano, de que é preciso fazer mais”, sublinhou o autarca.

Pedro Pina enalteceu a importância da iniciativa organizada há seis anos consecutivos por João e Cristina Raposo que foram cuidadores informais da filha durante onze anos e meio, período em que desenvolveram todos os esforços para lhe garantir a melhor qualidade de vida possível.

“Foi muito difícil. Chegámos aos nossos limites físicos e financeiros e a todos os níveis que possam imaginar”, recordou João Raposo.

Após a morte da filha, em 2016, o casal decidiu que tinha de “fazer alguma coisa para ajudar os cuidadores” que passam pela mesma experiência de vida e precisam de apoio.

Além de alertar a população para a realidade dos cuidadores informais, o Mergulho Motard Solidário promove a venda de t-shirts e de outros produtos de merchandising, cujas receitas revertem integralmente a favor da Panóplia de Heróis – Associação Nacional de Cuidadores Informais.

A associação, fundada em 2018, tem como objetivo “defender os direitos e deveres dos cuidadores informais”, sublinhou Sílvia Artilheiro, uma das primeiras presidentes da instituição, a qual “não tem qualquer apoio estatal e vive de donativos e das quotas dos associados”.

Sílvia, que confessou sentir-se emocionada com “a multidão” que participou no 6.º Mergulho Motard Solidário, apontou que “há ainda muito trabalho para fazer” nesta área, uma vez que o estatuto de cuidador informal, “apesar de ser muito rico em termos legislativos, na prática ainda não vale muito”.

A iniciativa, que contou com o apoio do Moto Clube de Setúbal e das empresas Charroque da Profundurra e Palavras com Arte, reuniu pessoas que cuidam ou cuidaram, de forma regular ou permanente, de familiares e outros cidadãos em situação de dependência.

Relacionadas
Não há notícias relacionadas
Mais lidas