Azeda conhece proposta de melhoria de mobilidade

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O presidente da Câmara Municipal de Setúbal, André Martins, destacou a importância da participação dos moradores nas decisões sobre intervenções a realizar nos bairros, de que é exemplo o projeto de requalificação da Rua Nova Sintra, apresentado no dia 30 de outubro.

O presidente da Câmara Municipal de Setúbal, André Martins, destacou a importância da participação dos moradores nas decisões sobre intervenções a realizar nos bairros, de que é exemplo o projeto de requalificação da Rua Nova Sintra, apresentado no dia 30 de outubro.

“A melhor forma de a câmara e as juntas de freguesia corresponderem às expectativas das pessoas é trabalhar com elas. É fundamental que os projetos sejam apresentados aos moradores, pois eles sabem o que faz falta nos locais onde vivem”, afirmou André Martins em reunião realizada ontem à noite na Escola Básica da Azeda.

No encontro, com mais de quatro dezenas de moradores da zona da Azeda, o município e a Junta de Freguesia de São Sebastião deram a conhecer o projeto de requalificação de um troço da Rua Nova Sintra, o qual resultou de “necessidades identificadas” no âmbito do programa de cidadania “Ouvir a População, Construir o Futuro”, indicou o presidente da junta, Luís Matos.

A intervenção, que incide no troço defronte dos edifícios paralelos à linha de caminho de ferro, tem como objetivo “garantir a mobilidade para todos”, com a requalificação do passeio, que se encontra “muito irregular devido às raízes das árvores, o que coloca constrangimentos à acessibilidade pedonal e ao estacionamento”.

De acordo com a calendarização da obra, a realizar numa parceria entre as duas autarquias, no dia 6 de janeiro os serviços municipais procedem ao abate dos choupos, a que se segue, de 7 a 20 de janeiro, a regularização do passeio, a executar pela Junta de São Sebastião.

Na última fase da obra, prevista para ter início a 21 de janeiro, a Câmara Municipal vai asfaltar as bolsas de estacionamento existentes naquele troço da Rua Nova Sintra.

Além da apresentação deste projeto, o plenário proporcionou a oportunidade de ouvir preocupações da população sobre diversas matérias, com prevalência para as questões relacionadas com a mobilidade.

O vereador das Obras Municipais, Carlos Rabaçal, lançou o repto para a organização de grupos de moradores para “avaliar as questões específicas identificadas na reunião, perceber o que é necessário fazer e apesentar propostas, com o contributo de todos, de forma a obter melhores soluções para o território”.

Os moradores colocaram também questões relacionadas com o funcionamento da Escola Básica da Azeda, onde faltam assistentes operacionais em número suficiente.

Sobre esta matéria, Carla Guerreiro lembrou que quando a Câmara Municipal recebeu as transferências na área da educação, em abril de 2022, “muitos dos assistentes operacionais já se encontravam em idade avançada ou com problemas de saúde”.

A autarca indicou que existem 54 trabalhadores com mais de 65 anos e que se encontram a trabalhar, “pessoas com sérias limitações de saúde”, além de “muitas se encontrarem de baixa”, o que coloca problemas na gestão do funcionamento das escolas.

No caso concreto da Escola Básica da Azeda, salientou o facto de este estabelecimento ter “uma grande sobrecarga de atividades a decorrer”, situação que, de acordo com o presidente da câmara, André Martins, pode ser atenuada com a construção de uma nova escola na Quinta da Amizade.

“Esta nova escola, para a qual já temos projeto e que deverá estar concluída no decorrer de 2026, vai permitir retirar alguma pressão da Azeda. É uma nova oferta para as crianças que residem naquela zona do concelho e que se insere no objetivo do município de garantir a escola a tempo inteiro para todos.”

O presidente do município agradeceu a participação dos moradores nesta sessão pública, pois “é com eles, no âmbito do programa municipal ‘Ouvir a População, Construir o Futuro’, que a Câmara Municipal tem conseguido fazer melhor e, muitas vezes, com menos recursos”.

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