A 10.ª Festa da Ilustração, a decorrer até ao final do ano , proporcionou nos dias 11, 12 e 13 de outubro a abertura de mais seis exposições gratuitas, reveladoras da diversidade e criatividade artística de ilustradores nacionais e estrangeiros.
Catarina Sobral, a convidada nacional da 10.ª Festa da Ilustração, em destaque na Casa da Cultura com a mostra “Lapso”, está também, desde o dia 11 de outubro, na Livraria Culsete com “Fantasmas, Bananas e Avestruzes”, mostra dedicada ao livro da artista ao qual foi atribuído o Prémio Nacional de Ilustração referente a 2023.
“É uma exposição muito bem pensada. Adoro esta mensagem, que tem tudo a ver com o tempo em que vivemos”, disse o vereador com o pelouro da Cultura, Pedro Pina, na inauguração da exposição que fica patente até ao dia 24 de novembro.
O evento contou, igualmente, com a presença de Catarina Sobral que confessa que gostou “especialmente” desta exposição, porque “está divertida e espelha bem” a mensagem que a autora quis transmitir com o livro “para tornar o assunto mais leve”.
O programa da 10.ª Festa da Ilustração reservou ainda a inauguração de uma mostra evocativa do ilustrador veterano homenageado nesta edição do evento, que fica patente até ao dia 14 de dezembro na Galeria Municipal do 11.
“João da Câmara Leme: a década prodigiosa” é o título da exposição composta por dezenas de ilustrações feitas para capas de livros e de discos, com curadoria e design expositivo de Jorge Silva para quem João da Câmara Leme era “o melhor capista de livros” da década de 1960.
“Há uma constelação extraordinária de génios gráficos que iluminaram os anos 60, sobretudo na arte de ilustrar capas de livros, mas para mim João da Câmara Leme é o melhor. Ele nunca fez duas capas iguais, mas o seu trabalho é de uma marca autoral extraordinária. Apesar da diversidade, conseguimos identificar perfeitamente os seus trabalhos. Esta é uma qualidade única.”
Para o vereador Pedro Pina, a exposição que, anualmente, em cada Festa da Ilustração, presta tributo a ilustradores veteranos tem “tido capacidade de fazer algo absolutamente notável” que é “recuperar e tornar presente a memória, além de homenagear os artistas de forma digna”.
Outro artista em destaque nesta edição da Festa da Ilustração, que assinala o décimo aniversário e comemora os 50 anos do 25 de Abril, é José Afonso com duas exposições patentes no espaço A Gráfica e no Museu de Setúbal/Convento de Jesus.
“Canto a fome de justiça – José Afonso – Homem e obra” dá tema à mostra “Ilustração Portuguesa”, inaugurada no dia 13 no espaço A Gráfica – Centro de Criação Artística, que recebeu ainda, neste dia, a iniciativa Feira da Festa, com mostra e venda de artigos relacionados com o certame.
Já no Museu de Setúbal/Convento de Jesus foi inaugurada no dia 11 a exposição “A Presença das Formigas”, que “destaca a ilustração gráfica na obra de José Afonso, com homenagem a Fausto”, a partir de trabalhos de José Brandão, explicou José Teófilo Duarte.
Esta mostra, uma reedição de uma exposição que esteve patente em 2017 na Casa da Cultura, demonstra como “José Afonso também foi inovador na particularidade de escolher designers para fazer as capas dos seus discos”.
Para o vereador Pedro Pina, a reedição desta exposição na 10.ª Festa da Ilustração, que também celebra os 50 anos da Liberdade, tem uma razão objetiva.
“Faz sentido continuarmos a persistir e a resistir. Revisitar a obra de José Afonso nos dez anos da Festa da Ilustração e nos 50 Anos do 25 de Abril faz todo o sentido.”
“A Festa em Imagens”, mostra com fotografias captadas pelas lentes de diferentes fotógrafos que faz uma retrospetiva das dez edições da Festa da Ilustração, patente na Casa Bocage até 9 de novembro, foi outra exposição inaugurada no dia 11 de outubro.
Neste dia, abriu ao público na Biblioteca Pública Municipal de Setúbal a mostra “Poética da Educação em Sebastião da Gama”, coletiva de ilustradores que, até 31 de outubro, homenageia o poeta e pedagogo azeitonense, igualmente evocado numa outra mostra já patente na Biblioteca de Azeitão.
“Ilustrar a Liberdade”, que reúne um conjunto de trabalhos ilustrados na imprensa da Revolução, com curadoria do Arquivo Ephemera, inaugurada no dia 12, dá-se a conhecer no Museu do Trabalho Michel Giacometti, local onde fica patente ao público até 4 de novembro.














