Poesia honra passado e projeta futuro

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Os prémios do Concurso de Poesia “Jovens Poetas” Maria Adelaide Rosado Pinto foram entregues no dia 28, numa cerimónia em que o presidente da Câmara Municipal sublinhou a importância da juventude para garantir o futuro da Cultura.

Os prémios do Concurso de Poesia “Jovens Poetas” Maria Adelaide Rosado Pinto foram entregues no dia 28, numa cerimónia em que o presidente da Câmara Municipal sublinhou a importância da juventude para garantir o futuro da Cultura.

A iniciativa, organizada pela Casa da Poesia de Setúbal, por iniciativa da família Rosado Pinto e com os apoios da Câmara Municipal e da União das Freguesias de Setúbal, contou com a participação de perto de quatro dezenas de crianças e jovens, dos 10 aos 18 anos de idade, oriundos de diferentes pontos do país.

“Estes jovens são o futuro e queremos que estas raízes se prolonguem no tempo, porque a Cultura é uma base fundamental das comunidades humanas”, frisou o presidente André Martins na cerimónia, realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

O concurso decorreu em duas edições, uma no ano passado e, a segunda, agora em 2024, num desafio lançado pela família Rosado Pinto à Casa da Poesia de Setúbal, como forma de assinalar os 110 anos do nascimento de Maria Adelaide Rosado Pinto, setubalense que desempenhou um papel relevante no desenvolvimento cultural do concelho durante o século XX, principalmente no setor da música, mas, também, no campo da poesia.

“Maria Adelaide Rosado Pinto foi uma setubalense dinamizadora da cultura, uma ativista cultural, e uma dinamizadora social pelo papel e dedicação que teve no Círculo Cultural de Setúbal”, salientou André Martins.

Pelo apoio prestado ao setor da Cultura, o autarca saudou a Casa da Poesia de Setúbal e a família Rosado Pinto, esta última responsável pela atribuição dos prémios monetários atribuídos aos seis jovens vencedores do concurso.

Rosado Pinto, sobrinho da musicóloga setubalense, recordou que a “tia era uma mulher à frente do seu tempo, ligada ao mundo, às origens académicas e à sociedade”, considerando que foi “uma ativista cultural”, responsável, por exemplo, pela fundação de várias escolas de música em Setúbal, como a Academia de Música e Belas-Artes Luísa Todi, de onde duas alunas complementaram a cerimónia de entrega de prémios do concurso com apontamentos de piano.

Alexandrina Pereira, presidente da Casa da Poesia de Setúbal, salientou que esta segunda edição do concurso seria a última, desenvolvida no âmbito da homenagem prestada a Maria Adelaide Rosado Pinto, “fechando-se, assim, um ciclo, sendo de referir, que, enquanto na primeira edição participaram 18 jovens, nesta, o número subiu de forma impressionante para 36”.

Repartidos em dois escalões, no destinado aos jovens poetas dos 10 aos 14 anos de idade o primeiro prémio foi atribuído a Ângelo Pereira, com o poema “O Primeiro”, seguindo-se no segundo lugar Nikolas Fusco Mossi, com “No jardim do viver”, e, no terceiro, Lara Ramos, com “Rosa Vermelha”.

No segundo escalão, dos 15 aos 18 anos de idade, a vencedora foi Matilde Alexandra Garcia, com “O mundo é um moinho”, com o segundo e terceiro lugares atribuídos a Francisco Ribeiro Rodrigues, “Outra Realidade”, e Diana Murug, “Quão belo é o mar”.

Matilde Alexandra Garcia não pode marcar presença na cerimónia, com o prémio a ser entregue, simbolicamente, a Alexandrina Pereira.

Os primeiros classificados receberam 250 euros cada um, os segundos, 150 euros e, os terceiros, 100 euros.

Fátima Silveirinha, em representação da União das Freguesias de Setúbal, recordou que “a Cultura de um povo não tem valor” e que cabe “também às autarquias apoiar e estimular a criatividade, sendo que, em Setúbal, juntas de freguesia e Câmara Municipal têm garantido uma importante quota-parte do apoio às atividades culturais”.

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