Ritmos do Brasil, Cabo Verde e Moçambique encheram o Fórum Municipal Luísa Todi na última noite do Festival Língua Terra, com um público que dançou, cantou e aplaudiu durante quase duas horas de espetáculo na maior sala de espetáculos de Setúbal.
Perto de um milhar de pessoas passaram pelo Festival Língua Terra durante os oito dias de música que começaram a 1 de junho e terminaram no dia 8, numa organização da Câmara Municipal de Setúbal, sob direção artística de Mônica Cosas.
O intercâmbio entre artistas de países que falam português é uma das bandeiras do festival, que trouxe a Setúbal géneros musicais para todos os gostos, fomentando conexões culturais e criações artísticas colaborativas.
Mart’Nália, filha de Martinho da Vila, Paulinho Moska, Karyna Gomes e Tiganá Santana foram alguns dos músicos lusófonos a subir ao palco do festival, por onde passaram também Princezito e Lenna Bahule, da Guiné-Bissau, Mayra Andrade e Renma, de Cabo Verde, e Prodígio, de Angola, entre outros.
Com oito dias de música e uma exposição do pintor guineense Sidney Cerqueira, no Fórum Municipal Luísa Todi, a 4.ª edição do Língua Terra também recebeu um ciclo de cinema gratuito dedicado a grandes nomes da Música Popular Brasileira, na Casa das Imagens Lauro António.
“Ilú Obá De Min – Homenagem a Elza Soares, a Pérola Negra”, de Beto Brant, de homenagem a Elza Soares, e “Pipoca Moderna” e “Frevo Michiles”, de Helder Lopes, sobre as trajetórias de Sebastião Biano e Jota Michiles, foram os filmes apresentados.
O cantor baiano Tiganá Santana, pela primeira vez em Setúbal, foi o protagonista do concerto de encerramento do Festival Língua Terra, no qual apresentou o seu último álbum, “Caçada Noturna”, com a participação de Mayra Andrade e Lenna Bahule.
Vinda da Guiné-Bissau, Karyna Gomes celebrou no palco do Fórum Municipal Luísa Todi o centenário do seu tio-avô Amílcar Cabral, num espetáculo que contou com as participações de Princezito, da Guiné-Bissau, Renma, de Cabo Verde, Prodígio, de Angola, e da filha, Dara Gomes.
O concerto “Cantar para melhor agir”, comemorativo dos 100 anos do revolucionário Amílcar Cabral, encerrou o Língua Terra, festival organizado com o apoio da Ibermúsicas e da DGArtes.





