O presidente da Câmara Municipal e do conselho diretivo da Associação de Municípios da Região de Setúbal, André Martins, inaugurou em 18 de maio a exposição “Retrospetiva: 50 anos MAEDS”, no Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal.
Patente até 11 de janeiro de 2025, a exposição está integrada nas comemorações do cinquentenário do museu, um equipamento da Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS) que André Martins sublinhou ter-se assumido desde a sua fundação, em 28 de dezembro de 1974, pela então Junta Distrital de Setúbal, como “um marco importante para o fortalecimento do poder local democrático”.
“O 25 de Abril deu início a um processo de gradual transferência de competências do Estado central para as Autarquias Locais, representando um aumento significativo da autonomia dos municípios na gestão da sua cultura, permitindo-lhes desenvolver políticas culturais adequadas às suas realidades e às necessidades das comunidades locais”, disse na inauguração da exposição, no Dia Internacional dos Museus.
O autarca recordou que “a democratização da cultura possibilitou a criação de bibliotecas, museus e outros espaços culturais em todo o país, bem como a implementação de políticas públicas de apoio e acesso a bens e serviços culturais” e que nestas cinco décadas “os municípios da região de Setúbal têm demonstrado um compromisso ímpar com a preservação do património cultural”.
Sublinhou que o MAEDS tem desenvolvido “um trabalho qualificado e de grande impacto na comunidade”, sendo um “pilar fundamental para o conhecimento e divulgação” do património cultural da região, com “um trabalho incessante nas áreas da investigação, educação e divulgação”.
O museu, notou André Martins, “tem procurado enriquecer, não apenas a comunidade científica, mas também aproximar-se da comunidade educativa e do público em geral”, estabelecendo “parcerias de excelência” que têm “permitido alcançar um público mais vasto e promover o debate de ideias e a troca de experiências, tornando o património cultural da região mais acessível”.
Carlos Tavares da Silva, investigador do Centro de Estudos Arqueológicos do MAEDS, recordou o início do projeto e disse que o museu tem “50 anos de uma atividade intensa, que se deveu sobretudo a uma equipa” que desenvolveu um trabalho com base em “três pilares fundamentais” – investigação, para conhecimento do património arqueológico do distrito, divulgação, com conferências, seminários e cursos, e conservação.
“Todo esse trabalho de investigação está aqui apresentado e foi fundamental para projetar o museu, inclusivamente do ponto de vista internacional. Congratulo-me por esse trabalho que foi desenvolvido, mais uma vez, por essa equipa que sustentou o MAEDS”, afirmou.
Joaquina Soares, ex-coordenadora do MAEDS, lembrou que “foi a revolução de Abril que abriu caminho” para a sua constituição, “tal como depois, num movimento por todo o país”, para a criação de novos museus, “ligados agora ao poder autárquico recentemente constituído, que também precisava de ser legitimado pelos museus representativos da cultura, da experiência, da história das comunidades locais”.




