O grupo de teatro sénior do Espaço MaiorIdade, promovido pela Junta de Freguesia de São Sebastião, encenou pela derradeira vez a comédia “Bocage sou eu” no passado dia 16 de maio, perante um Auditório Bocage repleto.
O espetáculo, organizado no âmbito do Espaço MaiorIdade, projeto de promoção do envelhecimento ativo da Junta de Freguesia de São Sebastião, contou com uma abertura surpresa pelo Coro de São Sebastião, grupo sénior que integra igualmente o Espaço MaiorIdade.
Dirigidos pelo maestro Vítor Lourenço, os e as coralistas entoaram as canções tradicionais portuguesas “Dom solidom”, A moda da Rita” e “Rosa branca”, numa espécie de aperitivo que provocou amplos elogios por parte do público e do próprio presidente da Junta de Freguesia de S. Sebastião que assistiu à atuação.
“Quem os ouviu desde o início, há cerca de dois anos, nota uma diferença de aperfeiçoamento por demais evidente, de ensaio para ensaio”, afirmou Luís Matos. “Isto significa que há empenho e muita dedicação”, concluiu, dando os parabéns a todos.
O autarca enalteceu igualmente o trabalho do grupo de teatro sénior e do seu ensaiador, Luís Sanches. “Para mim é uma enorme satisfação vê-los com esta espontaneidade, jovialidade e empenho”, expressou o autarca, diante da plateia, cuja presença agradeceu.
“Estas são duas das grandes mostras do trabalho que é desenvolvido na junta de freguesia, em prol da nossa comunidade sénior, fruto do nosso compromisso de fazer-vos ainda mais felizes e de garantir o nosso contributo para que tenham uma melhor qualidade de vida”, salientou o presidente do executivo.
“Bocage sou eu” foi apresentado por um grupo de nove seniores que, apesar de algum nervosismo, mostraram, com uma boa postura corporal e uma eficiente colocação de voz, as suas capacidades de memorização e de improvisação.
A peça aborda, de uma forma muito cómica e leve, uma dualidade da obra do poeta Manuel Maria Barbosa du Bocage, retratando, por um lado, a poesia erótica e obscena, ligada à sua vida boémia e, por outro, a vertente mais lírica, luminosa e etérea em que o poeta evoca a beleza das suas amadas.
“É a última vez que apresentamos esta peça”, indicou o encenador Luís Sanches, adiantando que o grupo já está a trabalhar na próxima apresentação. “Vamos continuar a apostar nas comédias, vamos sorrir à vida, e a nossa próxima produção chama-se “A Vareja”, declarou o responsável que manifestou satisfação pelo trabalho e esforço do grupo. “Não interessa se seguimos o guião, interessa o trabalho em equipa, de amizade, e acima de tudo, um trabalho de respeito uns pelos outros”.
