O papel da Proteção Civil enquanto agente promotor de um destino turístico seguro esteve na manhã de 18 de abril em análise na III Conferência Internacional Riscos, Segurança e Cidadania, a decorrer no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal.
O tema foi explanado na intervenção “A Contribuição da Proteção Civil para a Atividade Turística”, pelo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Comando Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Elísio Oliveira.
“A segurança é um fator decisivo na escolha do destino turístico”, afirmou o comandante na terceira edição da iniciativa organizada Plataforma Setúbal, da qual a Câmara Municipal de Setúbal faz parte, ao apontar o facto de Portugal ter sido considerado, pela quinta vez nos últimos seis anos, como o melhor destino turístico europeu.
Sobre a atividade turística, Elísio Oliveira deu conta que este é um setor que se encontra abrangido pela atividade da Proteção Civil, o que “implica estar preparado para responder às necessidades dos concidadãos e também daqueles que escolhem Portugal para férias e não conhecem o país”.
Este responsável destacou a importância de informar as pessoas sobre potenciais situações de risco e apontou os avisos por mensagem de texto e a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em www.prociv.pt, como canais privilegiados de comunicação.
Condições meteorológicas extremas, incêndios rurais e acidentes de transportes são alguns dos principais riscos existentes em Portugal. Contudo, alertou Elísio Oliveira, “não se pode assumir que conhecemos todos os riscos”, dando como exemplo a recente pandemia de covid-19.
“Temos de nos adaptar ao imprevisto”, assumiu o comandante, ao apontar que a atividade turística motiva desafios acrescidos à Proteção Civil, de que são exemplo as próximas Jornadas Mundiais da Juventude. “Vamos ter jovens de todo o mundo, alguns que nunca viram ou experimentaram o mar.”
Elísio Oliveira deu conta que, em 2022, a nível mundial, foram registados 387 desastres que afetaram 185 milhões de pessoas, sendo que, “surpreendentemente”, os fenómenos relacionados com ondas de calor nos países europeus foram os que mais fatalidades provocaram.
A III Conferência Internacional Riscos, Segurança e Cidadania, a qual termina esta tarde, reúne a comunidade técnica, profissional e científica na reflexão sobre matérias na esfera da proteção civil que marcam a dinâmica funcional das sociedades, em que se enquadra o tema desta edição “Turismo e Segurança”.

